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Cada vez mais, as mulheres têm conquistado espaço no mercado de trabalho. Um desses espaços, antes dominado quase exclusivamente por homens, é o setor operacional das grandes concessionárias do Brasil. Em Jundiaí, na Motiva Autoban, encontramos um exemplo inspirador de superação e determinação: a trajetória de Ana Paula Pestana de Souza, 43 anos.
Ana escolheu uma profissão tipicamente masculina e nunca deixou que isso a fizesse desistir. Ingressou na concessionária aos 31 anos, trabalhando na balança. Durante o processo seletivo, ao ser questionada sobre por que deveria ser contratada, respondeu sem hesitar: não tinha medo de desafios e faria tudo o que fosse necessário. Essa firmeza garantiu sua contratação.
Enquanto trabalhava na balança, observava os profissionais do tráfego e sonhava em dirigir um guincho, atender ocorrências e retirar objetos da pista. Incentivada por colegas e pelo coordenador, decidiu tirar a habilitação D. Com força e perseverança, passou por todos os testes exigidos, incluindo a rigorosa prova de baliza, e foi aprovada.
“Quando entrei fiquei eufórica, super feliz! Depois de dois meses comecei no guincho leve, passei pela inspeção e conquistei a habilitação D. Após alguns anos auxiliando o supervisor, em 2020 me tornei líder. Em março de 2025 cheguei à supervisão. Como costumo dizer: missão dada é missão cumprida”, relembra Ana Paula.
Sua trajetória, no entanto, não foi livre de obstáculos. “Enfrentei resistências não só de clientes, mas também de colegas de profissão. Precisei mostrar muito trabalho! Certa vez, um cliente recusou meu atendimento apenas por eu ser mulher.”
Mas, Ana também coleciona momentos positivos. “Muitas mulheres que atendia me parabenizavam e até me abraçavam. Hoje, entre meus colegas, ouço que sou melhor que muitos homens no que faço. Isso me dá ainda mais vontade de provar que mulher pode exercer o cargo que quiser!”, afirma.
Atualmente, Ana lidera uma equipe de 17 homens e sente orgulho da profissão que escolheu.
Dia Internacional da Mulher
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é mais do que uma data comemorativa: é um símbolo da luta histórica das mulheres por direitos, equidade e respeito. Suas raízes remontam aos movimentos trabalhistas e feministas do final do século XIX e início do século XX, quando mulheres se mobilizaram por melhores condições de trabalho, direito ao voto e igualdade de oportunidades.
Apesar dos avanços, o Dia Internacional da Mulher em 2026 lembra que a igualdade plena ainda não foi alcançada. Segundo dados das Nações Unidas, as mulheres possuem apenas cerca de 64% dos direitos legais garantidos aos homens em diversas áreas da vida, incluindo trabalho, propriedade e segurança.
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